Nos últimos dias as ameaças e o lançamento de mísseis realizados pela Coréia do Norte tem impactado de forma significativa as manchetes internacionais. Notícias como “A Coréia do Norte pode dar fim ao Pacifismo Japonês”[1] (https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_ftn1)ou “A ameaça coreana reitifica o discurso do Primeiro Ministro Shinzo Abe sobre a defesa no Japão[2]”(https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_ftn2) tem se tornado cada vez mais frequentes.
O lançamento do missil na terça-feira (29) por volta das 5:58 da manhã que sobrevoou a região de Hokkaido no Norte do Japão, deixou não só moradores em estado de alerta com o acionamento de alarmes na cidade e nos meios de comunicação (J-Alert), mas também alarmou e mobilizou reuniões de emergência tanto na ONU, como ligações entre os líderes da Coréia do Sul, Japão e EUA.
O míssil ganhou destaque e importância após Kim Jong-Un afirmar que este teste seria o primeiro passo para conter Guam, sendo, portanto, diferente dos mísseis que também sobrevoaram o território japonês em 1998 e em 2009. Diferente dos outros anos, o último não era o lançamento de um satélite, mas sim de um míssil que se acredita ser um Hwasong-12 de médio alcance, sendo o mesmo modelo com o que a Coréia do Norte ameaçou atingir a base norte-americana de Guam. Portanto, postula-se que este teria sido o primeiro míssil norte coreano a sobrevoar o Japão com capacidade de armamento nuclear. Este é um dos casos que a lei internacional tem sido aplicada, mas constantemente rejeitada e tem surtido pouco efeito nas ações dos líderes norte-coreanos, demonstrando a ineficiência da ONU na resolução de um conflito latente no Nordeste Asiático.
Diálogos Internacionais, v. 5, p. 1, 2018.