Discutem-se os desafios colocados ao regime de não-proliferação pela dinâmica contemporânea de cooperação e conflito entre EUA, Rússia e China. Para tanto, o artigo recupera o histórico do relacionamento nuclear entre as superpotências nucleares durante a Guerra Fria, com ênfase nas discussões da dissuasão nuclear e da busca da chamada estabilidade nuclear por EUA e URSS. Retoma, ainda, a criação dos principais acordos relacionados aos armamentos nucleares e a importância da cooperação entre as superpotências nucleares para a concretização desses arranjos. Finalmente, realiza-se um paralelo entre os esforços de modernização dos arsenais nucleares chineses e o pensamento francês sobre dissuasão mínima. Argumenta-se que a análise da política nuclear chinesa é central para o entendimento das baixas perspectivas de realização e manutenção de acordos de armas nucleares entre as potências nucleares na atualidade, bem como de iniciativas de desarmamento nuclear.
Mural Internacional, Rio de Janeiro, v. 14, p. e79698, 2023.